Professores são multiplicadores de esperanças, de sonhos e de amanhãs. Trabalham com afinco, rompem obstáculos, lançam-se ao horizonte cientes de que podem ajudar a construí-lo. Acreditam na própria luz e, com ela, iluminam o caminho dos aprendizes, formando uma constelação de brilho intenso. Despertam, em si e nos outros, o prazer do conhecimento. Mas que missão é essa que propaga o saber e gera ideias? Que missão é essa, cujo objetivo é formar pessoas e cultivar sentimentos, expectativas, desejos e quereres de todos os tamanhos, tipos e gêneros? Que missão é essa de ser, ao mesmo tempo, cúmplice e referencial? A resposta para tais questões pulsa com intensidade no coração de milhões de professores de todo o mundo, missionários da Educação, semeadores de um tempo melhor, mais belo, fraterno e igualitário.
Em síntese, é a nobre missão do amor.
Tocar, envolver, mover a alma de crianças e de jovens ávidos por um futuro ainda em gestação... Nisso consiste o ofício gratificante de educar, de preparar as novas gerações, de guiá-las rumo a um novo tempo.
Educar é possibilitar ao outro as condições necessárias para a superação de suas limitações, para a concretização de seus ideais, para a realização de seus sonhos. Educar é criar, impulsionar e capacitar para a vida. É conceder ao outro a aquisição de saberes essenciais para uma existência digna e promissora.
Das milenares histórias de amor aos grandes sucessos tecnológicos dos tempos atuais, há sempre a figura do professor.
Essas criaturas são fundamentais, e não importa se ganham a fama e o reconhecimento geral ou se permanecem no anonimato da vida, nos rincões afastados; todas praticam a saudável premissa de acreditar na semeadura e na colheita. Mestres que conduzem seus alunos ao voo infinito e instigante do aprendizado, contribuindo para a formação de gente mais propensa a desenvolver valores fundamentados no amor, no afeto e no respeito.
Do contato com o professor, levam-se, vida adiante, sentimentos carregados de alguma negatividade. No entanto, o número de lembranças positivas é expressivamente maior. Recordações de majestosos exemplos, de instantes vívidos de amizade, de sorrisos encorajadores. Sutilezas. Detalhes que incentivam. Atitudes carimbadas na alma dos aprendizes, acompanhando-os, indelevelmente, por toda a vida. A postura que impressiona.
O cordial cumprimento. O olhar de cumplicidade, a roupagem que encanta, o timbre de voz...
É preciso homenagear o professor. E é preciso fazer isso todos os dias. O educador alicerça a alma, antecipa a plenitude, prepara para a vida e para os desafios.
Muitos já discorreram magnificamente sobre a arte de educar, mas, certamente, poucos conseguiram descrever o mágico espetáculo do binômio ensino-aprendizado, como fez a poeta Cecília Meireles. Munida da sensibilidade, do talento e do amor imensos que lhe eram peculiares, a autora mostra-nos toda a beleza existente no verbo “educar”, quando afirma que sua meta, como educadora, é “acordar a criatura humana dessa espécie de sonambulismo em que tantos se deixam arrastar. Mostrar-lhes a vida em profundidade. Sem pretensão filosófica ou de salvação – mas por uma contemplação poética afetuosa e participante”.
A beleza dessa descrição poética encerra em si um mundo repleto de possibilidades. Só mesmo quem educa e faz dessa palavra a sua vida e a sua missão pode compreendê-la plenamente.

